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domingo, 31 de julho de 2011

Folclore

Projeto Folclore
PROJETO FOLCLORE - BRINCANDO COM FOLCLORE
1. Apresentação
Turmas: 1 º ano

Período: Manhã e Tarde
 2. Justificativa: Na idade pré-escolar, as crianças estão passando por uma transição em relação ao seu comportamento, pois estão começando a mesclar um comportamento anteriormente apenas formado por reflexos (proveniente de quando eram bebês), com uma nova fase: a linguagem. Nesta transição a criança sente necessidade de fingir ser alguém, de fantasiar situações. Daí surge toda a simbologia refletida nas brincadeiras de faz-de-conta. Elas vivem num mundo imaginário onde são capazes de pensar e agir imitando situações variadas. Com isto, vemos a importância de se trabalhar o Folclore. Pensamos aqui, no Folclore como um grande quebra-cabeça, um grande brinquedo, em que cada peça é fundamental: as danças, as lendas, as brincadeiras, as par lendas, as adivinhações, as cantigas, as receitas, os brinquedos, etc. Essas são as peças que formam esse jogo chamado cultura brasileira. Quanto mais se brinca com esse jogo mais se conhece a cultura do nosso país, logo ele não poderia ficar fora do espaço pré-escolar.
3. Objetivo: Promover o desenvolvimento integral das crianças, dentro de um ambiente com propostas lúdicas e de cunho educativo, pois a cultura de um povo é um bem precioso que deve ser cultivado. E nosso objetivo é tirar a poeira da palavra Folclore e brincar com as possibilidades que ela oferece.
4. Conteúdos
a) Conceituais: Construir conceitos com as crianças sobre o que é folclore através de experiências vivenciadas por elas.
b) Procedimentais: Permitir que as crianças se apropriem de conhecimentos da cultura humana como novas formas de brincar, cantar, dançar, falar, etc.
c) Atitudinais: Incentivar a valorização e o respeito pelas diferentes formas de viver de diferentes grupos e pessoas.
5. Áreas
a) Formação Pessoal e Social: socialização, respeito, valorização do outro, autonomia, iniciativa.
b) Linguagem Oral e Escrita: fala diálogo, argumentação, parlenda, trava língua, adivinhações, cantigas, escrita, receita, leitura, lendas, textos informativos.
c) Natureza e Sociedade: história dos brinquedos e brincadeiras, diferentes formas de cantar, brincar e contar histórias.
d) Movimento: dança brincadeiras.
e) Música: cantigas.
f) Arte: dramatização de lendas.
g) Matemática: construção de brinquedos (formas, cores, medidas, receitas).
6. Recursos: livros e revistas (fontes de informação), sucata, papéis coloridos, cola, tesoura, Cds com histórias e cantigas, brinquedos, fantasias, máquina fotográfica, filme fotográfico.
7. Avaliação: A observação das formas de expressão das crianças, de seu envolvimento nas atividades e satisfação nas próprias produções será um instrumento de acompanhamento do trabalho que ajudará na avaliação e no replanejamento da ação educativa.
8 Atividade Culminante: Exposição para os pais, do Projeto Brincando com o Folclore, através de fotos, materiais de pesquisa, materiais coletados e confeccionados pelas crianças e apresentações.
Você sabia que...
... A palavra folclore vem do inglês: folk quer dizer povo e lore, saber. Logo, significa “ciência ou sabedoria do povo”. Tudo aquilo que o povo sabe, inventa, aprende, ensina. Portanto, está muito mais perto de nossas vidas do que podemos imaginar. O termo foi criado em 1846 pelo arqueólogo inglês Williams Jonh Thoms... A primeira pessoa a estudar o folclore brasileiro foi o poeta Amadeu Amaral, que morreu em 1929... Além das histórias e seus personagens, o folclore está representado em músicas e danças.
9. Bibliografia: Edith Lacerda, Brinquedoteca Carretel de Folia. Ricardo Azevedo, Histórias Folclóricas de Medo e Quebranto. Ciça Fittipaldi, O Homem que Casou com a Sereia. Revista Guia Prático para Professoras de Educação Infantil / Agosto. 























domingo, 17 de julho de 2011

TEMÁTICA: Leitura de textos jornalísticos


MODALIDADE DE ENSINO: Ensino Fundamental

ATIVIDADES PERMANENTES



Sem estudantes vivenciando oportunidades sistemáticas de leitura, escrevendo e dialogando, a escola correrá o risco de restringir-se à reprodução. 

Esta prática que cada vez mais tem sido rejeitada: as atividades de leitura e escrita, nas diversas modalidades, transformadas em ritual burocrático, no qual o estudante lê sem poder discutir, lê sem compreender, responde questionários mecanicamente e escreve textos buscando simplesmente concordar com o professor ou a professora. 

O que se deseja é que estudantes, e também professores, possam constituir-se como leitores e produtores de textos. 

Professores e alunos leitores são capazes de produzir a sua escrita, a sua comunicação no mundo, são a chave de qualquer possibilidade de mudança nas práticas tradicionais e repetitivas de leitura e escrita. Para isso, todos os professores, não só o de Português, mas também os de Geografia, Matemática, História, Música, Ciências, Educação Física, Língua Estrangeira, Literatura, Arte, Filosofia, precisam assumir seu papel de mediadores de leitura e escrita. 

Mais importante que reter a informação obtida pela leitura tradicional dos muitos textos, nas muitas áreas que compõem o currículo escolar, as atividades de leitura e escrita devem proporcionar aos alunos condições para que possam de uma forma permanente e autônoma, localizar novas informações pela leitura do mundo, e expressá-las, escrevendo para e no mundo. Assim, leitura e escrita constituem-se como competências não apenas de uso, mas igualmente de compreensão da vida em sociedade.

Disciplina: Língua Portuguesa

Conteúdo: Leitura de textos jornalísticos

Conteúdo relacionado

Reportagens

• Acervo de livros, jornais, revistas, enciclopédias que circulam pela escola. 

Atividades permanentes 

• Construir na classe um mural muito criativo para leitura de textos informativos.

Objetivos 

Identificar os principais gêneros que aparecem nos jornais: editorial, notícias e reportagens. 

Conhecer a organização de alguns jornais. 

Diferenciar reportagens de outros gêneros encontrados nos jornais. 

Localizar as informações principais numa reportagem. 

Relacionar as imagens e as legendas numa reportagem. 

Destacar as diferentes vozes numa reportagem. 



Conteúdos específicos 

Diferentes gêneros presentes no jornal. 

Cadernos dos jornais. 

Características das reportagens quanto a assuntos e linguagem. 

Papel das imagens e das legendas. 

Diferentes opiniões sobre o mesmo assunto. 

Identificação das vozes dentro da reportagem. 

Série: 2º, 3º, 4º e 5º Anos. 

Obs. É possível estender este planejamento para o Ensino Fundamental II e Ensino Médio.

Tempo estimado: Sete aulas. 

Material necessário: Diferentes jornais, transparência, retroprojetor, uma folha de papel craft e fita crepe.

Obs. De acordo com a disponibilidade de material da escola, o professor poderá adaptar estes materiais. 

Desenvolvimento: 

O jornal é um portador de diferentes gêneros: textos opinativos (editorial, cartas dos leitores, críticas), notícias, reportagens, dicas culturais, classificados etc. distribuídos em diferentes cadernos. 

Hoje, os alunos têm acesso a essa linguagem por diferentes formas, inclusive por meio dos telejornais. 

O trabalho com a leitura desses textos tem como objetivo conhecer essas linguagens para ter uma visão mais crítica do mundo.

O texto de reportagem, tema desta seqüência, é feito com base em pesquisas, entrevistas, levantamento de dados e citações, entre outros recursos.

Apresenta diferentes vozes sobre o mesmo assunto e tem linguagem objetiva, clara e baseada na norma culta. 

Na reportagem, utilizam-se termos que não dão margem a diferentes interpretações. As citações entram entre aspas e as fontes são sempre identificadas. Variados, os assuntos das reportagens são todos aqueles que despertem interesse do leitor

ATIVIDADE 1 – Data ...../....../..... 

O objetivo desta atividade é identificar o conhecimento que os alunos têm sobre a organização dos jornais.

Apresente a seguinte situação: Uma pessoa precisa encontrar no jornal uma informação sobre um acidente de carro. Onde deve procurar? Observe as opiniões dos alunos. Traga para sala de aula diferentes jornais e entregue um exemplar para cada grupo.

A primeira tarefa é fazer uma lista dos cadernos do jornal recebido. No fim da atividade, chame um estudante de cada equipe para colocar no quadro a lista dos cadernos encontrados e qual o tipo de assunto de que tratam. 

Peça que registrem as informações numa tabela com as seguintes colunas:

Nome do jornal 

Cadernos encontrados 

Tipo de assunto 

Dever de casa: 

Como lição de casa dê alguns assuntos para que coloquem em que caderno deveria aparecer. Exemplos: eleições para a prefeitura, aumento do dólar, time que venceu o jogo final do campeonato e filmes que estrearam no cinema no fim de semana.

ATIVIDADE 2 – Data ...../....../.....

Apresente aos alunos três textos: uma notícia, uma carta de leitor e uma reportagem. Peça a leitura de cada um dos textos. 

Pergunte aos alunos as diferenças que percebem entre eles e quais os objetivos de cada um. Registre essas primeiras conclusões numa folha de papel craft ou 40 quilos. 

Chame a atenção para a reportagem. 

Se os alunos não souberem o nome desse tipo de texto, informe. 

Dever de casa: 

Como lição da casa peça que tragam textos que julguem ser reportagens. 

ATIVIDADE 3 – Data ...../....../.....

Organize a turma em grupos e peça que cada um apresente os textos trazidos. Retome o que foi registrado no papel craft sobre as reportagens. 

Cada equipe deve avaliar se os textos trazidos pelos colegas são reportagens de acordo com o que foi registrado no cartaz. 

No fim da atividade, solicite que os estudantes apresentem o que cada grupo discutiu. Amplie a lista de características da reportagem.

ATIVIDADE 4 – Data ...../....../.....

Apresente uma reportagem em transparência ou copiada. 

Pergunte de qual caderno deve ter sido retirada. Você pode utilizar os jornais que circulam em sua cidade. 

Liste no quadro-negro as hipóteses dos alunos. Localize com eles no cabeçalho o nome do caderno e a data. Em seguida, peça que eles identifiquem os títulos, os subtítulos e as imagens. 

Pergunte sobre o que consideram que a matéria tratará. 

Escreva na lousa. Leia a reportagem junto com os alunos e chame a atenção para as diferentes opiniões que aparecem no texto. 

Chame a atenção também para o nome da jornalista responsável.

Grife as vozes no texto e as informações contidas nele. 

Terminada a leitura, volte às hipóteses levantadas antes da leitura e veja quais se confirmaram. Discuta o que foi aprendido com a leitura e oriente todos a registrar no caderno. 

Dever de casa: 

Como lição de casa peça que a turma traga outras reportagens.

ATIVIDADE 5 – Data ...../....../.....

Retome a atividade da aula anterior e organize duplas. Elas devem ler as reportagens trazidas, completando um quadro com as seguintes colunas: 

Título 

Jornal 

Caderno 

Assunto abordado 

ATIVIDADE 6 – Data ...../....../.....

Proponha a leitura de outra reportagem. Terminada a tarefa, peça que registrem em outro quadro, com as seguintes colunas: 

Título da reportagem 

Jornalista 

Assunto principal 

Quem foi consultado 

No fim, faça a verificação coletiva das atividades. Muito mais do que buscar acertos ou erros é importante dar ênfase aos procedimentos utilizados para encontrar as informações solicitadas. 

Dever de casa: 

Como lição de casa, os estudantes devem fazer o mesmo com outra reportagem. Sugestão: você pode criar um banco com as reportagens trazidas pela garotada. Use uma caixa para arquivá-las.

Avaliação 

Durante a realização da seqüência, registre o desempenho dos alunos de acordo com planilha abaixo:

SEQÜÊNCIA DIDÁTICA DE LEITURA DE TEXTOS JORNALÍSTICOS 

Ano:............

Escola ........................................................................................................................................

Aluno (a): ................................................................................................................................... 

Professor(a):.............................................................................................................................. 

Período de realização: de......../....... / ........... a ......../........../..........

Identifica diferentes textos publicados nos jornais.
Reconhece características estudadas nas reportagens.
Identifica as idéias centrais nas reportagens lidas.
Identifica as diferentes vozes nas reportagens.
Trouxe os materiais solicitados.
Fez os registros pedidos
Outras observações:




creditos:Simone Helen Drumond de Carvalho

PROJETO DE ENSINO E APRENDIZAGEM – PLANO DE AULA



TEMÁTICA: Comparando diferentes versões de Chapeuzinho Vermelho

MODALIDADE DE ENSINO: Ensino Fundamental

ATIVIDADES PERMANENTES





As teorias que se baseiam em processos cognitivos - ou seja, atividades mentais de como pensar, imaginar, relembrar e solucionar problemas - também tem sido tema de pesquisas na área de ciência da informação, investigando como esses processos podem se relacionar com o comportamento de busca de informação.

Por meio do trabalho com o conto do Chapeuzinho Vermelho, a intenção é desenvolver modelos que demonstrem como o sujeito apreende a informação apresentada, interpreta o que apreendeu comparando com o conhecimento existente na memória e, então, toma decisões e resolve problemas. Tais estudos têm produzido resultados e propiciado o desenvolvimento de várias teses sobre a ação leitura, mas lacunas substanciais ainda persistem. Esse é o diagnóstico de Allen (1991), que relata vários estudos que se estão desenvolvendo sob essa perspectiva. 

Devido ao fato de, atualmente, os trabalhos sobre leitura serem expressivamente numerosos, é quase impossível reunir e selecionar o conhecimento exaustivo sobre os mesmos. Além disso, os problemas tratados pelos pesquisadores são tão específicos, que o objeto leitura não define nem o conteúdo, nem a metodologia. 

Dessa característica nasce a necessidade de práticas multidisciplinares, pois não é mais possível delimitar o campo de estudo da leitura e da literatura.

Várias disciplinas interagem para delinear a temática da leitura e integram um quadro teórico interpretativo de conjunto. Segundo Chartier (1995), 

Disciplina: Língua escrita

Conteúdo: Comparando diferentes versões de Chapeuzinho Vermelho

Informações:

A presença regular de situações em que o professor lê livros de literatura para a turma é recomendável por uma série de motivos. Ao ter contato com essas obras, a criança pode apreciar a leitura; aproximar-se da linguagem desses textos; reconhecer características do portador; inteirar-se sobre o autor e identificar-se com personagens, além de construir critérios pessoais de escolha de suas histórias preferidas para compartilhá-las com outros leitores.

Atividades

• Bebeteca ou biblioteca: lugar de pequenos leitores 

• Prática de leitura

• Leitura simultânea de contos

• Comparando versões de Pinóquio

Ao lado de outras modalidades organizativas dos conteúdos de leitura e escrita - como os projetos didáticos e as atividades permanentes essa seqüência pretende contribuir para a valorização da leitura de textos literários de qualidade e o desenvolvimento do gosto pessoal do leitor. Com a sua realização, as crianças serão colocadas, desde o início da escolaridade, no lugar de leitores que interagem e pensam sobre a linguagem que se escreve, tendo o professor como um modelo de leitor que os auxiliará nessa conquista. 

A escolha do conto Chapeuzinho Vermelho

Chapeuzinho Vermelho é uma das narrativas de referência entre os clássicos infantis. De tradição oral, foi publicada pela primeira vez no ano de 1697, pelo escritor francês Charles Perrault. Desde então, o conto é apresentado em diferentes versões, traduções e adaptações, que têm marcado a infância das crianças nos mais diferentes países e épocas. Uma das versões mais conhecidas e traduzidas, inclusive para o português, foi escrita em 1812 pelos Irmãos Grimm. 

Nesta seqüência de atividades, as crianças serão convidadas a comparar três diferentes versões do conto, que serão lidas pelo professor dentro de um intervalo de tempo. A escolha das três tem como critério a garantia da qualidade literária. Dentre elas, estão duas das principais: de Grimm e Perrault.

Essa seleção visa garantir a comparação entre as tramas e a análise dos recursos lingüísticos utilizados pelos autores. A comparação de versões de um mesmo texto consiste em uma prática usual do leitor. Ela permite estabelecer critérios de escolha de uma leitura e realizar indicações literárias. 

Neste trabalho, as comparações serão inicialmente coordenadas pelo professor, que fará intervenções para os alunos atentarem para outros aspectos da obra além dos que normalmente levam em conta. 

O professor também irá destacar recursos lingüísticos utilizados pelo autor, tradutor ou adaptação.

A leitura pelo professor

Quando o professor lê para as crianças, mostra-lhes seu próprio comportamento leitor e contribui para que se familiarizem com o universo letrado. Por isso, é fundamental que ele prepare sua leitura ensaiando em voz alta, planejando intervenções para fazer antes, durante ou depois da leitura, antecipando a organização do espaço e a disposição das crianças, e, ainda, determinando o momento estratégico em que interromperá a leitura (para continuar num momento seguinte). 

Ao trazer um material para ler para a classe, o professor também cuida da apresentação adequada do livro, oferece informações que servem para contextualizar a obra e despertar o interesse em conhecê-la e justifica a escolha feita.

Durante a leitura, ao fazer uma interrupção, o professor pode retomar os fatos anteriores para que as crianças não percam a seqüência narrativa. Pode-se solicitar a elas que procurem se lembrar dos últimos acontecimentos e os relatem de forma organizada. Cada uma conta aos colegas sua lembrança e, assim, o grupo vai reconstruindo a narrativa que acabou de conhecer. O professor ajuda, recontando passagens. Quando surgirem dúvidas sobre algum episódio, pode-se recorrer ao livro para esclarecê-las por meio da leitura do trecho a que se referem. 

O professor compartilha com as crianças seu comportamento leitor (explicitando diferentes aspectos do que faz enquanto lê). Por exemplo, nas duas primeiras versões, dois procedimentos usuais, próprios de leitores experientes, poderão ser destacados: o uso do índice e do marcador de livro, já que os contos selecionados fazem parte de uma coletânea.

É preciso também assegurar um espaço para que a turma se manifeste a respeito do texto lido, dialogue com ele, dando-lhe, coletivamente, um sentido. Isso pode ser feito por meio de uma conversa em que cada ouvinte compartilha com os demais aquilo que desejar: as lembranças; os sentimentos e experiências suscitadas durante a leitura; os trechos mais marcantes; uma característica do texto que tenha reparado; uma dúvida ocorrida; uma hipótese confirmada ou não durante a leitura, etc. O professor se coloca como participante ativo da conversa, compartilhando suas impressões sobre o que leu, sobre relações com outros textos conhecidos pelo grupo ou com outros fatos.

Ao ouvir as opiniões das crianças, o professor possivelmente irá deparar com diferentes 

interpretações do que foi lido. Isso deve ser respeitado, porque, nesse caso, não há respostas corretas ou incorretas. Como todos os textos literários, a história de Chapeuzinho Vermelho permite ao leitor criar algumas interpretações enquanto lê. Nessas conversas com as crianças, o professor pode ter como foco aspectos retóricos do texto. 

Prestando atenção neles, o grupo poderá perceber que, por meio da forma pela qual os acontecimentos são narrados, o autor direciona a interpretação sobre determinadas passagens. Por exemplo: pode-se perguntar às crianças se elas acham que o lobo está tentando enganar Chapeuzinho, e chamar a atenção para a forma como o autor descreve suas falas e intenções.

É importante salientar que mesmo que o conto trate de questões ligadas à moralidade, não é aconselhável utilizar sua leitura como um pretexto para oferecer às crianças lições de moral, nem tampouco para impor a opinião do professor sobre, por exemplo, as atitudes da personagem principal. 

O foco desta atividade é voltar-se para o texto em si, para que as crianças possam se aproximar da linguagem escrita e desenvolvam comportamentos de leitor.

Objetivos 

Valorização da leitura de textos literários de qualidade. 

Desenvolvimento do gosto pessoal e de critérios de escolha de suas histórias preferidas para compartilhá-las com outros leitores.

Série: Ensino Infantil e 1º e 2º Ano do Ensino Fundamental

Tempo estimado: 2 meses ou conforme a necessidade do professor.

Material: Três versões diferentes da história de Chapeuzinho Vermelho, sendo que a primeira deve ser dos irmãos Grimm e a segunda de Charles Perrault. 

Desenvolvimento 

As situações que compõem a seqüência são as seguintes: 

Leitura (feita pelo professor à classe) de uma boa versão da história para exploração dos aspectos lingüísticos característicos dos contos. 

Leitura (feita pelo professor à classe) de uma segunda versão para possíveis comparações entre as versões lidas e análise de diferentes tramas e linguagens dos contos e autores.

Leitura (feita pelo professor à classe), de uma terceira versão do conto.

Além de contribuir para a aprendizagem de comportamentos leitores, as leituras feitas nesta seqüência de atividades implicarão certos comportamentos específicos que poderão ser postos em prática, como: 

Comentar o que se leu.

Compartilhar com outros os efeitos, sensações, sentimentos que os textos produzem. 

Confrontar interpretações e pontos de vista.

Relacionar o conteúdo de um texto com os de outros conhecidos.

Reparar na beleza de certas expressões ou fragmentos de um texto.

Ler durante um período, interrompendo a leitura quando necessário.

Localizar o lugar em que a leitura foi interrompida.

Recordar os últimos acontecimentos narrados, por meio da leitura de alguns parágrafos anteriores. 

Antecipar o que segue no texto e controlar as antecipações de acordo com o desenrolar da narrativa

Adequar a modalidade de leitura aos propósitos que se perseguem. 

Recuar no texto para recuperar aspectos relevantes e, assim, compreender melhor uma situação ou, ainda, para dar mais atenção a uma informação importante.

Comparar as personagens, ambientes e situações das diferentes versões.

Comparar as narrativas lidas com outros textos do gênero, outros autores etc.

Reconhecer certos recursos lingüísticos próprios de um autor, uma versão.

Identificar recursos lingüísticos adequados a determinadas situações comunicativas ou intenções do escritor.

ATIVIDADE 1 – Data ...../,,,,,/,,,,,

Leitura da primeira versão da história Irmãos Grimm 

Logo ao iniciar a seqüência, o professor comunica às crianças qual será o procedimento a ser seguido por ele e por seus ouvintes, de forma a assegurar que a narrativa seja compreendida e apreciada. Ele informa que lerá outras versões da mesma história, compartilhando com a turma como será realizado o trabalho

A primeira etapa da seqüência consiste na leitura pelo professor da primeira versão da obra 

escolhida. É importante, nesse momento, considerar as orientações anteriores, em relação ao preparo prévio da leitura e das intervenções a serem realizadas durante a atividade. 

A história é curta e pode ser lida de uma única vez. Se houver mais de um exemplar do livro na escola, ele pode ser disponibilizado na sala de aula para que as crianças os manuseiem, apreciem as ilustrações e leiam no próprio texto, mesmo sem saber ler convencionalmente. 

Após a leitura, quando o professor estiver certo de que as crianças já comentaram a respeito de tudo o que gostariam, ele coordena uma atividade para propor a análise de recursos lingüísticos que tornam a obra singular e atraente para o leitor. Pode, inclusive, realizar um registro das conclusões do grupo acerca de suas principais características o que será útil nas etapas seguintes da seqüência.

Um recurso que pode ser destacado da primeira versão lida são as descrições das personagens e cenários. Caso tais características não tenham sido notadas pelas crianças, o professor pode chamar a atenção para elas, relendo algumas descrições e conversando sobre a linguagem literária e os efeitos que ela produz no leitor.

Como o autor descreve o lobo no início da história, como ela estava? (faminto).

Quais foram os recursos utilizados pelo autor para descrever a floresta?

O que o lobo diz à Chapeuzinho quando eles se encontram pela primeira vez?

O que o lobo usou para fingir ser a avó da menina?

Como o autor descreve a localização da casa da avó?

O que fez Chapeuzinho perceber que a avó estava com um aspecto muito esquisito?

ATIVIDADE 2 – Data...../,,,,,/,,,,,

Leitura da segunda versão da história Charles Perrault 

As histórias escritas pelos irmãos Grimm defendem valores como a bondade, o trabalho e a 

verdade. Em seus contos, as pessoas bondosas são premiadas e as maldosas são castigadas. Nem sempre isso ocorre na vida real, mas, na literatura destes autores, quem merece sempre ganha um final feliz. Já nesta versão de Charles Perrault, o desfecho da história é um pouco diferente. Chapeuzinho não tem um final feliz, pois acaba devorada pelo lobo, assim como sua avó.

Na segunda etapa da seqüência o professor realiza a leitura desta versão. Assim como na primeira etapa, as orientações para o seu encaminhamento são as descritas anteriormente no item "A leitura pelo professor".

Quando a leitura estiver concluída, o professor propõe a comparação entre as duas versões, retomando as características destacadas na análise registrada anteriormente. Nesse momento, o professor pode também registrar as conclusões das crianças a respeito das características das duas versões, relendo trechos e chamando a atenção para as semelhanças e diferenças na trama e no texto.

O que acontece no primeiro encontro entre a menina e o lobo numa versão e em outra?

Como é o diálogo entre eles em cada uma das versões?

Vamos comparar as diferentes descrições sobre a localização da casa da vovó?

Vamos ver como os autores descreveram a Chapeuzinho em cada uma das versões?

Quais são os diferentes acontecimentos que chamam a atenção e distraem Chapeuzinho Vermelho a caminho da casa de sua avó?

As recomendações da mãe no início da história são diferentes nas duas versões?

Que fim levou o lobo nas duas versões?

ATIVIDADE 3 - – Data ...../,,,,,/,,,,,

Leitura da terceira versão da história 

Nesta última etapa da seqüência o professor encaminha a leitura de uma terceira versão do conto. Assim que o grupo se familiarizar com a nova versão, deve ser incentivado a conversar sobre ela. É quase certo que estabelecerão, espontaneamente, relações comparativas com as duas outras versões já trabalhadas, identificando semelhanças e diferenças. Mesmo assim, o professor pode focar suas observações em outros aspectos, voltando, com as crianças, aos registros feitos anteriormente.

Nesta terceira versão, do ponto de vista do conteúdo da história, ao invés de comer a avó o lobo a tranca dentro do armário e também não chega a comer Chapeuzinho, que pede ajuda e é socorrida pelos caçadores da floresta. Além desta diferença evidente na trama, o professor poderá continuar discutindo aspectos formais do texto, ao propor um levantamento dos fatos que se conservaram nas três versões e das diferenças no texto escrito, destacando o estilo de cada autor/tradutor/adaptação.

Exemplos de questões que podem disparar essa análise: 

A mamãe pede para Chapeuzinho Vermelho levar comida à vovó. O que diz a mãe agora, nesta terceira versão? 

Chapeuzinho Vermelho se encontra com o lobo no bosque. Como cada autor relata o diálogo entre eles? 

Chapeuzinho caminha pela floresta - como este cenário é descrito, o que há em cada um dos textos? 

O lobo engana Chapeuzinho Vermelho e chega antes dela à casa da vovó. O que diz a ela para enganá-la nessa versão? 

Quando chega, Chapeuzinho Vermelho faz perguntas ao lobo, que está deitado na cama da 

vovó. Há diferenças nas perguntas e respostas deste diálogo em comparação com as outras 

versões? 

O que acontece na história assim que o lobo chega na casa da vovó? Quais as principais 

diferenças? 

Avaliação 

O professor pode acompanhar a ampliação das aprendizagens das crianças nesta seqüência, nas demais situações de leitura e produção de texto propostas em sua rotina. É importante que elas continuem refletindo sobre os aspectos característicos da linguagem dos contos clássicos, comparem essa linguagem com a de outros gêneros, utilizem esse conhecimento em suas próprias produções textuais etc. 

Um trabalho semelhante ao desenvolvido nessa seqüência também pode ser realizado com diferentes versões de outros contos, como João e Maria, Branca de Neve, A Bela Adormecida e O Gato de Botas, entre outros.

Referências Bibliográficas 

ALLEN, B. L. Cognitive research in information science: implications for design. Annual Review of Information, Science and Technology, Medford, v.26, p.3-37, 1991.

CHARTIER, A. M. Leitura escolar: entre pedagogia e sociologia. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, n.0, p.17-52, set./dez. 1995.
Creditos á Simone Helen Drumond de Carvalho

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