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domingo, 27 de março de 2011

O baralho do mendigo

Ele gostava de sentar em um caixote de madeira que ficava à porta do boteco, perto da faculdade. A  qualquer hora que chegássemos lá, lá estava o Quim e seu baralho. Dizia entender tudo de jogos de cartas e tinha a maior intimidade com os reis, rainhas, valetes e ases. Seus dedos ágeis faziam surgir e desaparecer uma carta com uma rapidez impressionante. E faziam mesmo... com a mesma rapidez que colocava no bolso o dinheirinho dado pela plateia entusiasmada e pela camaradagem estabelecida com alguns estudantes e professores.
 Um dia, dois rapazes novos na faculdade, no auge da excitação da novidade e do desejo em deixar bem claro para que vieram, desafiaram Quim para um jogo de pôquer. O mendigo, muito calmo, olhou para eles e lentamente, com seriedade em sua voz, perguntou se eles tinham consciência do que estavam propondo. A resposta foi um muxoxo, a reação de desdém e a alegação de que ele estava com medo de perder. Para eles, tudo não passava de bravatas de um mendigo ignorante. Quim continuava a observá-los e, aos poucos, seu olhar se entristeceu. Perguntou, então, se os jovens sabiam que estavam roubando? Eles ficaram atônitos, nada compreendendo. Recobrando o ímpeto, um deles chamou Quim de covarde e o ameaçou com uma ação por calúnia e difamação.
 O mendigo não se intimidou, afirmando que eles estavam roubando. Muitos se aproximaram e alguém indagou sobre o quê estavam roubando, pois o jogo nem havia começado. Quim balançou a cabeça e, tranquilamente, declarou que eles roubavam a alegria e a espontaneidade do momento, os sorrisos e o relaxamento dos alunos e dos professores que procuravam aquele bar para se desestressarem e descansarem a mente. Para ele, um jogo de pôquer iria causar tensão, aposta e competição. Quando apenas brincava com o baralho, fazendo seus truques às vezes elaborados, às vezes rudimentares, ele via não somente lábios sorrindo, mas olhos e fisionomias adultas refletindo as lembranças mágicas da infância.
 Os jovens saíram, dando de ombros e considerando que a mendicância havia alterado o pensamento e o juízo do mendigo, pobre coitado, vítima das intempéries, da miséria, da sociedade, da cultura e de tantos outros fatores e variáveis contidas no discurso teórico e acadêmico dos desentendidos da construção humana que consideram abarcar todo o conhecimento humano no primeiro ano do ensino superior. Quem permaneceu no bar, dividiu-se entre o "deixa pra lá" e "que conversa do Quim é esta? Roubo do prazer, da alegria, do relaxamento...".
Fiquei refletindo sobre este acontecimento e entendi que as palavras do mendigo, além de sábias, foram de imensa generosidade. Quem leu o livro O caçador de pipas encontra um diálogo entre Baba Jan e seu filho no qual o pai afirma que existe apenas um pecado: roubar. Qualquer outro é simples mente uma variação do roubo. Ou seja, quando matamos um homem, estamos roubando uma vida, estamos roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mentimos, estamos roubandode alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceamos, estamos roubando o direito à justiça.
 Quando desacreditamos na capacidade de superação e discernimento de alguém e o consideramos inviável, roubamos deste alguém a sua liberdade, o seu direito a ser e pensar diferentemente de nós, roubamos dele o seu prazer de viver, de agir, de marcar com os seus passos o caminho da vida, de construir seu grande quebra-cabeça e de enfrentar os desafios.
Na ânsia de demarcarmos nossa posição, nosso poder, nossa condição social, intelectual e financeira roubamos da vida, muitas vezes, a naturalidade do ser e do estar no mundo; sonegamos dela a alegria do encontro desinteressado, usurpamos de nós e dos outros a satisfação de viver sem sustos, preocupações e preconceitos. Para impor nossa vontade, em muitas ocasiões, blefamos e passamos por cima de sentimentos. Nos agarramos de unhas e dentes nas cartas do baralho da vida, dispondo absurdamente nosso jogo com ou sem regras, mas com o máximo cuidado de não deixarmos à mostra as cartas marcadas pelo nascimento e pela morte, pois esta é a prova da nossa finitude.
 Será este o jogo que fazemos com a vida? Façam suas apostas... ou não!

Para 3º e 4º ano tabuada









Créditos ao blog NOSSO CANTINHO.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ginástica historiada

FOGO NO CIRCO

O circo estava armado no centro da praça. A lona era muito grande, muito grande mesmo (o professor abre os braços para dar idéia do tamanho da lona e as crianças imitam). Lá dentro havia uma porção de bichos: leão, tigre, girafa, cavalo, onça, urso e um macaco.
Era noite e estava escuro. Os bichos estavam todos dormindo. Não se ouvia nenhum barulho. Quem tomava conta do circo de noite era o Sr. João, um velhinho que sempre levava na mão uma lanterna acesa. Seu João estava sentado e ouviu um barulho. Ele se levantou e foi andando devagarinho, assim na pontinha dos pés(deslocamento de todo o grupo).
Começou a sentir cheiro de queimado e foi andando mais depressa (marcha), mais depressa, mais depressa... Começou a correr na direção do barulho e viu um fogo ainda pequenininho. Voltou correndo e passou assim, por baixo dos bancos (quadrupedismo).
Para chegar mais depressa à rua, gritou: --- O circo está pegando fogo, o circo está pegando fogo! Começou a juntar gente e logo chegaram os bombeiros.
Vieram muitos carros, e os bombeiros puseram as escadas e foram subindo (trepar) e começaram a jogar água na fogueira que já estava muito grande.
Os leões urravam (imitar), os cavalos relinchavam, os tigres rugiam, os macacos guinchavam. Os pobres macacos, que estavam presos na jaulas, começaram a pular de um lado para outro (saltar), pois o fogo já estava perto deles.
Seu João veio abrir as jaulas. Os macacos subiram pelas grades e começaram a atravessar o circo de um lado para o outro, caminhando por cima de um arame (equilibrar),com muito cuidado para não cair, até chegarem onde não havia mais fogo (colocar no chão uma corda para as crianças andarem em cima).
Os macacos também quiseram ajudar e começaram a jogar (lançar) tudo para fora do circo. Jogaram as bolas, os arcos, as roupas. Tudo que encontraram eles iam jogando.
Então os bombeiros apagaram o fogo.
Os carros começaram a voltar para o quartel dos bombeiros. Iam correndo pelas ruas (correr), com a sirene tocando assim (correr imitando barulho da sirene).
Lá no circo já estava tudo calmo outra vez.
Se João, que tinha tomado um grande susto, agora estava contente, porque tinha salvo todos os bichos. E foi feliz para casa andando (marcha final com todas as crianças cantando). FIM



LEÃO E O RATO
Certo dia o rato saiu da toca correndo.(correr) Muito assustado estava o rato pois fugia do gato preto. No caminho encontrou o leão, levou um grande susto e começou a tremer. (tremer) O rei dos animais vendo o ratinho tão nervoso, não lhe fez mal nenhum e deixou que ele seguisse seu caminho. Um dia o leão caiu em uma armadilha e por mais que movimentasse o corpo não conseguia sair. (movimentar o corpo inteiro). Fez força (movimento de empurrar), rugiu furioso mas de nada adiantou. O rato que naquele dia passava por ali, viu o desespero do amigo e resolveu roer as cordas da rede com muita paciência. Quando terminou estava cansado, mas muito feliz então começou a dar pulos de alegria (saltar). Saltou tanto que começou novamente a ficar cansado, tão cansado que mal conseguia respirar e respirava assim (respirar bem devagar). O leão, vendo-se livre, agradeceu ao ratinho e prometeram ser amigos para sempre.

O GATINHO PIPO
Era uma vez um gatinho chamado Pipo. Um dia ele acordou com muita preguiça. (esticar braços e pernas)
Mamãe gata já estava chamando e ele teve de pular da cama. Ele saiu correndo para atender a mamãe. (correr). Saiu com tanta pressa que bateu com o pé na mesa (pular num pé só). Depois que o pé parou de doer, ele saiu a passear (Engatinhar) e não prestou atenção nos carros que passavam, quase foi atropelado se não tivesse pulado para trás (Engatinhar para trás). Pipo ficou nervoso e começou a tremer (tremer). Voltou correndo para casa. (Engatinhar correndo) e se deitou novamente (deitar). Pipo aprendeu a lição e agora cada vez que si a rua olha para todos os lados (movimento do pescoço).

EXPLORANDO A TERRA
Vamos sair pelo mundo para conhecê-lo melhor?
_Que lugar montanhoso! Vamos escalar essa montanha? (movimento de braços e pernas). Muito cuidado para não cair… Ufa! Conseguimos. Que bela vista temos daqui do alto (colocar a mão sobre a testa)
_Olhem o mar lá embaixo. Que tal nadarmos um pouco? Vamos descer com cuidado.
_Agora vamos correr até a praia? (correr)
_Chegamos. Oba! Todos para a água… (nadar)
_ Ufa, que cansaço! Vamos descansar? (sentar)
_Vejam… conchinhas! Vamos levar algumas para casa? (flexão dos joelhos)
_Quantas pedras no chão! Vamos saltar por cima delas?(saltar)
_Vejam, uma barraquinha> Vamos chupar um sorvete!
_Estou sentido um cheirinho de cachorro quente (exercícios respiratórios) Eu estou com fome. Vocês também? Depois de toda essa aventura, que tal uma balinha?
(dar a cada criança uma balinha com um cartãozinho de incentivo).
CHAPEUZINHO VERMELHO
Era uma vez uma menina muito alegre e educada. Tinha esse nome porque usava um gorro vermelho na cabeça. Um dia ela pediu a mamãe para levar flores para a vovó que morava no bosque,
Andava bem depressa entre as árvores (andar em serpentina). Ela olhou para cima e notou que havia uns passarinhos que cantavam e voavam e começou a imitá-los (correr movimentando os braços). Chapeuzinho Vermelho estava muito cansada e respirou fundo (respiração) Quando Chapeuzinho levantou a cabeça, avistou em uma árvore um ninho de passarinhos. Ela subiu na árvore.. Vamos subir também? (fazer o movimento) Depois ela desceu da árvore e avistou umas flores lindas. Começou a apanhá-las. (abaixar) Que flores cheirosas! Que perfume! (exercícios de respiração). Andando novamente, ela atravessou um córrego com muitas pedras (saltar várias vezes), logo depois teve de cruzar um terreno cheio de espinhos, então ela cruzou assim… (com os calcanhares). Logo adiante tinha um rio. Ela pegou um barquinho para atravessá-lo (remar).
Quando chapeuzinho desceu do barco avistou o lobo e começou a correr (correr). O lobo avançou para ela. Chapeuzinho pegou do chão uma porção de pedrinhas (agachar e levantar) e começou a jogar no lobo (flexão dos braços e pernas).
O lobo fugiu e Chapeuzinho continuou caminhando muito cansada (relaxar os músculos-boneco de mola)
Chegou à casa da vovó que estava na porta. Então, a vovó lhe falou:
_Chapeuzinho, olha que lindo está o nosso pomar, (olhar a direita) e veja como está bonita a pintura da casa (olhar a esquerda).
Chapeuzinho e a vovó sentaram-se na frente da casa (sentar) e começaram a cantar a musiquinha que elas tanto gostavam. (cantar)
“Pela estrada a fora eu vou bem sozinha
Levar esses doces para a vovozinha.
Ela mora longe, o caminho é deserto
E o lobo mau passeia aqui por perto.
E a tardinha, ao sol poente, junto a vovozinha
Dormirei contente.”
A FUGA DO PALHAÇO
Era uma vez um palhacinho que estava muito triste. Ele estava cansado de ficar no circo.
Resolveu, então, fugir para uma floresta.
Ele arrumou o cabelo e saiu muito contente pulando que nem sapo (saltar)
Na floresta haviam muitas árvores e o palhacinho ia contornando todas elas. (zig zag)
No meio do caminho o palhacinho teve que atravessar um rio, então ele pegou um barco e saiu remando, remando (remar sentado)
Quando chegou na outra margem ele encontrou uma enorme pedra atrapalhando seu caminho. O palhacinho começou a empurrá-la. Empurrou, empurrou (empurrar) até que ela saiu do caminho.
Mas adiante havia uma cerca bem no lugar onde o palhacinho deveria passar. O que foi que ele fez? Passou por baixo da cerca (rastejar)
Do outro lado da cerca havia um canguru e o palhacinho resolveu imitá-lo. (saltar como um canguru.)
Enquanto ele imitava o bichinho, avistou um passarinho e resolveu imitar um canguru voador
(pular e bater com os braços)
Mesmo brincando, o palhacinho começou a ficar cansado. Seu pezinho doía e ele resolveu caminhar só com o pé direito para descansar o outro (pular com o pé direito), depois só com o pé esquerdo (pular com o pé esquerdo).
A noite chegava rápido e o palhacinho cansado começava a ficar com medo. A única coisa que ele queria agora era voltar para o circo.
Ele começou então a voltar pelo mesmo caminho.
Ele contornava as árvores bem devagar, pois estava muito cansado. (andar em zig zag bem devagar), sua garganta doía e ele fazia assim (respirar ofegante)
O sono chegava depressa e o palhacinho não conseguia manter os olhos abertos por muito tempo (piscar).
Neste momento ele avistou o circo e começou a ouvir o riso das crianças.
O palhacinho já não se sentia mais cansado, não tinha medo nem sono. Ele começou a respirar fundo e bem devagar, afinal ele estava em casa. (exercício de respiração).
As sementes
Cada criança deve dramatizar a história, na medida em que a professora vai narrando, alguns podem ser a menina, outros a sementinha, outros a chuva e outros o solzinho, ou as crianças podem ser a sementinha, enquanto a educadora dramatiza os personagens restantes.
Era uma vez uma menina que se preocupava muito com as plantinhas, certo dia ela cavou um buraquinho na areia bem fofa, dentro dele colocou uma linda sementinha, (agora as crianças serão a sementinha).
A sementinha era bem pequenina e estava toda encolhidinha, como que se estivesse sentindo muito, muito frio, mas ficou paradinha ali na terra fofinha como se estivesse dormindo. De repente começou a sentir uma sensação muito agradável, a sementinha então, se sentia protegida.
Logo pela manhã o sol chegou seus raiozinhos aos poucos penetraram a terra e aqueceram a sementinha, que acordou com o calorzinho. Quando veio a chuva suas gotinhas fininhas penetraram a areia fofinha e deram um gostoso beijinho na sementinha, feliz, a sementinha começou a erguer seus bracinhos, procurando pelas gotinhas de chuva e pelo calorzinho do sol. Aos poucos a plantinha começa a ganhar folhinhas.
A noite chega e a lua prateada joga o orvalho para a plantinha, que logo estica suas folhinhas para recebê-lo e é saudada pelas estrelas. Cada dia que passava, a plantinha crescia mais, mais e mais. Suas raízes ficaram profundas, bem dentro da terra, seu caule estava grande e forte e sustentava muitas folhas, toda vez que ventava ela segurava as folhinhas para lá e para cá… (Utilizar à música a sementinha, Beto Hermann)



Legendas para fotos


Bloco de Conteúdo:Língua Portuguesa
Objetivos 
- Escrever legendas para fotografias considerando as características textuais e discursivas do gênero.
- Revisar os textos escritos em pequenos grupos ou coletivamente.
Conteúdos 
- Procedimentos de produção e revisão de textos escritos.
- Características textuais das legendas.
- Reflexão sobre o funcionamento do sistema de escrita.
Anos1º e 2º anos.

Tempo estimado Um mês.

Material necessário Fotografias de um passeio feito com a turma (duas para cada dupla), materiais que tenham legendas, como álbuns de fotografias, figurinhas, revistas e jornais. 
Flexibilidade para deficiência visualAparelho datashow para reproduzir as imagens ampliadas na parede da sala caso haja alunos com baixa visão.
Desenvolvimento 
1ª etapa Apresente a ideia de montar um álbum com fotos de um passeio realizado pela turma. Peça que tragam as imagens de casa. Questione a garotada sobre a necessidade de as imagens serem acompanhadas por legendas.
2ª etapa A turma precisa se familiarizar com o estilo das legendas e observar como são escritas. Proponha a leitura de revistas e jornais. Deixe os alunos explorá-los livremente, peça que encontrem legendas parecidas com as que pretendem escrever no álbum de fotos e justifiquem as escolhas. Discuta as características linguísticas: são textos curtos? Descritivos? Diferentes do que encontramos nos contos de fadas? Registre as conclusões. 
Flexibilidade para deficiência visual Coloque o aluno com deficiência junto a uma dupla e peça que um dos videntes descreva detalhadamente as imagens e o outro leia as legendas em voz alta. Estimule-o a fazer perguntas para os colegas para obter mais informações.
3ª etapa 
Coloque o aluno com deficiência junto a uma dupla e peça que um dos videntes descreva detalhadamente as imagens e o outro leia as legendas em voz alta. Estimule-o a fazer perguntas para os colegas para obter mais informações.
Flexibilidade para deficiência visual Inclua nessa apresentação as flexibilizações que serão realizadas para que o estudante com deficiência visual participe do projeto ativamente.
4ª etapa Distribua duas fotos para cada dupla e proponha a produção oral do texto. Cada grupo dita as legendas que gostaria de escrever. Transcreva os textos no quadro e faça uma revisão coletiva, considerando o leitor ausente, a clareza do texto e a relação com a foto.
Flexibilidade para deficiência visual Oriente o estudante a tocar nas fotos com as mãos, mostrando-lhe onde estão dispostas e quantas são.
5ª etapa Peça que as duplas escrevam a primeira versão das legendas. Nesse momento, circule pela sala e faça intervenções que ajudem as crianças a pensar sobre a escrita enquanto realizam a tarefa. Sugira que leiam o que estão escrevendo, observem o trabalho do colega, comentem o que ainda falta escrever e verifiquem se o escrito contempla quem ou o que é visto na foto. Tire cópias dessa primeira versão do material produzido e identifique-a antes de iniciar a próxima etapa.
Flexibilidade para deficiência visual Peça aos estudantes que estão formando o trio com o aluno com deficiência para explicarem a ele detalhadamente o que a foto exibe e oriente-os a contar com a participação do colega na descrição do texto. Para estimular essa competência, proponha atividades para casa ou para o AEE, para que leiam para ele as legendas de imagens. Recomende que ele descreva como imagina ser a foto e quais elementos estão presentes.

6ª etapa
 
Proponha uma revisão coletiva de metade das legendas. Nesse momento,o objetivo é explicitar os problemas em relação à interpretação das informações por parte dos alunos que não são seus autores. Assim, se propõe a interação dos autores reais com leitores potenciais. Transcreva no quadro as produções, pedindo à turma que proponha mudanças, justifique cada uma delas e avalie o resultado final.
7ª etapa Separe a outra metade dos textospara ser revisado em pequenos grupos. Explicite que deverão ser explicados os problemas de interpretação, porém, nesse momento, não faça intervenções diretas. Por fim, peça que revisem e selecionem o material que fará parte do álbum.
Flexibilidade para deficiência visual Privilegie o trio para que o aluno com deficência tenha mais espaço de participação. Estimule sua crítica, colocando-o no lugar de ouvinte do texto.

Produto final 
Um álbum de fotos de um passeio da turma, legendado pelas crianças.

Avaliação 
Durante o processo de revisão, observe a qualidade e a propriedade dos comentários das crianças. Avalie a adequação das legendas produzidas em relação à função comunicativa, à forma e aos aspectos linguísticos e ao conteúdo apresentado nas fotos. 
Beatriz Gouveia
Coordenadora do Programa Além das Letras doInstituto Avisa Lá, em São Paulo, e consultora em Educação.


FONTE: NOVA ESCOLA

quinta-feira, 17 de março de 2011

Cartão em 3 D



créditos ao blog eu que fiz .

O SEGREDO DOS OVOS DE PÁSCOA (Sonia Robatto)

Tem muita vida que nasce de um ovo, não tem? Tem ovo com vida de passarinho dentro, ovo com vida de pintinho, ovo com vida de lagartixa, ovo com vida de cobra... Tem ovo de todo tamanho e vida de todos os jeitos...
Mas o que será que nasce de um ovo de Páscoa? Isso eu não sabia e fui perguntar à Dona Galinha.
- Ó Dona Galinha, a senhora que é especialista em ovo, me diga uma coisa: o que nasce de um ovo de Páscoa?
Dona Galinha, muito despeitada com a concorrência das coelhinhas, cacarejou:
-Não nasce nada, minha filha! É ovo gorado, ovo falso, falsificado! Maluquices dessas coelhas de hoje em dia. Eu nunca ouvi dizer que uma coelha soubesse por ovos, chocar e tudo! Ovo que se preze tem pintinho dentro!
O galo apareceu e eu saí depressinha do terreiro. Fui andando por ali e por aqui, até que encontrei numa árvore a Dona Coruja. Repeti a minha pergunta:
-Ó Dona Coruja, a senhora me diga, por favor: o que é que nasce de um ovo de Páscoa?
Dona Coruja deu uma risadinha superior, esbugalhou bem os olhos e falou:
-É claro que nascem corujinhas. As corujinhas, como todo mundo sabe, são os animais mais bonitos do mundo! Os meus filhos são muito inteligentes, muito...
Deixei Dona Coruja se elogiando sozinha e fui em frente, no meu caminho. E no meu caminho tinha uma cobra. Eu fui logo perguntando:
-Ó Dona Cobra, me diga, se possível for: o que é que nasce de um ovo de Páscoa?
-Cobrinhas, ora...
E continuou serpenteando o seu caminho.
E eu fiquei ali, debaixo daquela outra árvore, chocando os meus pensamentos. Até que nasceu na minha cabeça a idéia de procurar Dona Coelha. Afinal, ela devia saber tudo sobre ovos de Páscoa.
Fui andando por aqui e por ali, até que encontrei a sua casinha.
A casa de Dona Coelha mais parecia um formigueiro! Tinha coelhinhos de todos os tamanhos, cores e idades. Todos fazendo ovos de Páscoa. Dona Coelha mexia um tacho num fogão de lenha, cantando uma musiquinha, e os coelhos repetiam o refrão:
Meu limão, meu limoeiro,/meu pé de jacarandá,/ uma vez tindo-lê-lê,/ outra vez tindo-lá-lá...
Pedindo licença, fui passando no meio dos coelhinhos até que cheguei perto de Dona Coelha e fui logo falando da minha dúvida.
-Desculpe Dona Coelha, eu andei por aí perguntando o que nasce de um ovo de Páscoa, e ninguém soube me responder direito até agora. Dona Galinha disse que não nascia nada. Dona Coruja disse que nasciam corujinhas. Dona Cobra, cobrinhas. Eu não estou entendendo mais nada. Nunca ouvi dizer que tivesse cobras dentro de um ovo de Páscoa! Elas estão brincando comigo, não estão?
Dona Coelha sorriu:
-Cada pessoa põe no seu ovo de Páscoa um pouquinho da sua vida. Ovo de coruja vira coruja. Ovo de cobra vira cobra, ovo de lagartixa vira lagartixa... É preciso tomar muito cuidado com o que se põe dentro dos ovos de Páscoa.
Eu continuava sem entender nada. Mas Dona Coelha continuou explicando:
-O que a pessoa colocar dentro do ovo de Páscoa nasce. Nasce a amizade, nasce carinho, nasce esperança, nasce felicidade...
Dona Coelha e sua imensa família continuaram cantando felizes quando eu saí de lá carregada de ovos de Páscoa.
E sabe o que aconteceu quando eu cheguei em casa? Não sabe?
Peguei os meus cartões de Páscoa para mandar junto com os ovos para os meus amigos. E fui escrevendo tudo o que eu sentia que estava nascendo no meu coração para cada um deles. Nasceu a esperança de um futuro lindo para Pedro, o desejo de uma vida cheia de paz para Madalena...
Pendurei os cartões nos ovos de Páscoa e me pareceu que cada ovo brilhava cheio de vida!

Textos para leitura 1 ano







terça-feira, 15 de março de 2011

Não consigo

Esta história foi contada por Chick Moorman, e aconteceu numa escola 
primária do estado de Michigan, Estados Unidos. Ele era supervisor e 
incentivador dos treinamentos que ali eram realizados e um dia viveu uma 
experiência muito instrutiva, conforme ele mesmo narrou: * 
* 
Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti. Todos os alunos estavam 
trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno com idéias e 
pensamentos. Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a 
folha de "não consigos".* 

*
"Não consigo chutar a bola de futebol além da segunda base."* 
*"Não consigo fazer divisões longas com mais de três números."* 
*"Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim."* 
*
Caminhei pela sala e notei que todos estavam escrevendo o que não conseguiam
fazer.* 
*
"Não consigo fazer dez flexões."* 
*"Não consigo comer um biscoito só."* 
*
A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade, e decidi verificar
com a professora o que estava acontecendo e percebi que ela também estava
ocupada escrevendo uma lista de "não consigos". * 
* * 
*Frustrado em meus esforços em determinar porque os alunos estavam
trabalhando com negativas, em vez de escrever frases positivas, voltei para
o meu lugar e continuei minhas observações. Os estudantes escreveram por
mais dez minutos. A maioria encheu sua página. Alguns começaram outra.
Depois de algum tempo os alunos foram instruídos a dobrar as folhas ao meio
e colocá-las numa caixa de sapatos, vazia, que estava sobre a mesa da
professora.* 
*
Quando todos os alunos haviam colocado as folhas na caixa, Donna acrescentou
as suas, tampou a caixa, colocou-a embaixo do braço e saiu pela porta do
corredor. Os alunos a seguiram. E eu segui os alunos. * 
*
Logo à frente a professora entrou na sala do zelador e saiu com uma pá.
Depois seguiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até o canto mais
distante do playground. Ali começaram a cavar. Iam enterrar seus "não
consigo"! Quando a escavação terminou, a caixa de "não consigos" foi
depositada no fundo e rapidamente coberta com terra. Trinta e uma crianças
de dez e onze anos permaneceram de pé, em torno da sepultura recém cavada.* 
*
Donna então proferiu louvores.* 
*
"Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do 'não consigo'.
* * 
*Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós, de
alguns mais do que de outros. Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada
instituição pública - escolas, prefeituras, assembléias legislativas e até
mesmo na casa branca. Providenciamos um local para o seu descanso final e
uma lápide que contém seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e
irmãs 'eu consigo', 'eu
vou' e 'eu vou imediatamente'. Que 'não consigo' possa descansar em paz e
que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua
ausência. Amém."* 
*
Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam a
lição.A atividade era simbólica: uma metáfora da vida. O "não consigo"
estava enterrado para sempre. Logo após, a sábia professora encaminhou os
alunos de volta à classe e promoveu uma festa. Como parte da celebração,
Donna recortou uma grande lápide de papelão e escreveu as palavras "não
consigo" no topo, "descanse em paz" no centro, e a data embaixo. A lápide de
papel ficou pendurada na sala de aula de Donna durante o resto do ano.* 
*
Nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia "não consigo", Donna
simplesmente apontava o cartaz descanse em paz. O aluno então se lembrava
que "não consigo" estava morto e reformulava a frase. * 
*
Eu não era aluno de Donna. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia
aprendi uma lição duradoura com ela. Agora, anos depois, sempre que ouço a
frase "não consigo", vejo imagens daquele funeral da quarta série. Como os
alunos, eu também me lembro de que "não consigo" está morto.* 
*
Baseado em texto de Chick Moorman do livro Canja de Galinha, ed. Ediouro*


Pessoal adorei essa história , agradeço a prof Cla Maciel que me mandou pelo grupo dos prof solidários.

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