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terça-feira, 5 de agosto de 2014

RECEITA PARA SE COMER QUEIJO


Adélia Prado me ensina pedagogia. Diz ela: “Não quero faca nem queijo; quero é fome.” O comer não começa com o queijo. O comer começa na fome de comer queijo. Se não tenho fome, é inútil ter queijo. Mas, se tenho fome de queijo e não tenho queijo, eu dou um jeito de arranjar um queijo...
Sugeri, faz muitos anos, que, para entrarem numa escola, alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podem dar lições aos professores. Foi na cozinha que Babette e a Tita realizaram suas feitiçarias... Se vocês, por acaso, ainda não as conhecem, tratem de conhecê-las: a Babette , no  filme A Festa de Babette, e a Tita, no filme Como água para chocolate. Babette e Tita, feiticeiras, sabiam que os banquetes não se iniciavam com a comida que se serve. Eles se iniciam  com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome...
Quando vivi nos Estados Unidos, minha família e eu visitávamos, vez por oura, uma parenta distante, nascida na Alemanha. Seus hábitos germânicos eram rígidos e implacáveis. Não admitia que uma criança se recusasse a comer a comida que era servida. Meus dois filhos, meninos, movidos pelo medo, comiam em silêncio. Mas eu me lembro de uma vez em que, voltando para casa, foi preciso parar o carro para que vomitassem. Sem fome, o corpo se recusa a comer. Forçado, ele vomita.
Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do latim affecare, quer dizer, “ir atrás”. O afeto é o movimento da alma em busca do objeto de sua fome. É o Eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado.
Eu era menino.  Ao lado da pequena casa em que eu morava havia uma casa com um pomar enorme que eu devorava com olhos, olhando sobre o muro. Pois aconteceu que uma árvore, cujos galhos chegavam a dois metros do muro, se cobriu de frutinhas que eu não conhecia. Eram pequenas, redondas, vermelhas, brilhantes. A simples visão daquelas frutinhas vermelhas provocou o meu desejo. Eu queria comê-las. E foi então que, provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar se pôs a funcionar. Anote isso: o pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo.
Se eu não tivesse visto e desejado as ditas frutinhas, minha máquina de pensar teria permanecido parada. Imagine que a vizinha, ao ver meus olhos desejosos sobre o muro, com dó de mim me tivesse dado um punhado das ditas frutinhas, pitangas.  Nesse caso também minha máquina de pensar não teria funcionado. Meu desejo teria se realizado por meio de um atalho, sem que eu tivesse tido necessidade de pensar. Anote isto: se o desejo for satisfeito, a máquina de pensar não pensa. Assim, realizando-se o desejo, o pensamento não acontece. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse havido perguntas.
Provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar, me fez uma primeira sugestão, criminosa. “Pule o muro  à noite e roube as pitangas.” Furto, fruto, tão próximos...Sim, de fato era uma solução racional. O furto me levaria ao fruto desejado. Mas havia um senão: o medo. E se eu fosse pilhado no momento do meu furto? Assim, rejeitei o pensamento criminoso, pelo seu perigo. Mas o desejo continuou, e minha máquina de pensar tratou de encontrar outra solução: “Construa uma maquineta de roubar pitangas.” McLuhan nos ensinou que todos os meios técnicos são extensões do corpo. Bicicletas são extensões das pernas, óculos são extensões dos olhos, facas são extensões das unhas. Uma maquineta de roubas pitangas teria de ser uma extensão do braço. Um braço comprido, com cerca de dois metros. Peguei um pedaço de bambu. Mas um braço comprido de bambu sem uma mão seria inútil: as pitangas cairiam. Achei uma lata de massa de tomates vazia. Amarrei-a com um arame na ponta  do bambu. E lhe fiz um dente, que funcionasse como um dedo que segura. Feita a minha máquina apanhei todas as pitangas que quis e satisfiz meu desejo. Anote isto: conhecimentos são extensões do corpo para a realização do desejo.
Imagine agora que eu, mudando-me para um apartamento no Rio de Janeiro, tivesse a ideia de ensinar ao menino meu vizinho a arte de fabricar maquinetas de roubar pitangas. Ele me olharia com desinteresse e pensaria que eu estava louco. No prédio não havia pitangas para serem roubadas. A cabeça não pensa aquilo que o coração não pede. Anote isto: conhecimentos que não são nascidos do desejo são como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o fogão nunca será aceso. O banquete nunca será servido. Dizia Miguel de Unamuno: “Saber por saber: isso é inumano...” A tarefa do professor é a mesma da cozinheira: antes de dar faca e queijo ao aluno, provocar a fome... Se ele tiver fome, mesmo que não haja queijo, ele acabará por fazer uma maquineta de roubar queijos. Toda tese acadêmica deveria ser isto: uma maquineta de roubar o objeto que se deseja...

Rubem Alves

terça-feira, 10 de junho de 2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

domingo, 1 de junho de 2014

COMO SURGIU O FUTEBOL

COMO SURGIU O FUTEBOL
 
Uma criança sozinha pode jogar futebol contra um muro de tijolos. Com dois homens pode-se trocar passes. Com quatro já se tem dois times.”
VOCÊ SABIA QUE O FUTEBOL É O ESPORTE MAIS POPULAR DO MUNDO?
MAS DE ONDE VEIO O FUTEBOL? QUEM O INVENTOU?
O NOME FUTEBOL É DERIVADO DA PALAVRA INGLESA FOOTBALL, ONDE FOOT QUER DIZER PÉ E BALL SIGNIFICA BOLA.
O FUTEBOL QUE CONHECEMOS HOJE SURGIU NA INGLATERRA, NO SÉCULO XIX. MAS VÁRIOS POVOS JÁ PRATICAVAM JOGOS PARECIDOS COM O FUTEBOL HÁ MILHARES DE ANOS.

O PRIMEIRO REGISTRO DO JOGO FOI HÁ MAIS DE 3.000 ANOS, NA CHINA. OS CHINESES CHAMAVAM ESSE JOGO DE TSU-CHU, E O OBJETIVO ERA ARREMESSAR UMA BOLA DE COURO ENTRE DUAS ESTACAS ENCRAVADAS NO CHÃO. TSU-CHU SERVIA COMO TREINAMENTO MILITAR.

NO JAPÃO, O JOGO COM BOLA SE CHAMAVA KEMARI E TAMBÉM SERVIA PARA TREINAMENTO MILITAR.

OUTRO JOGO PARECIDO É O EPYSKIROS, QUE ERA PRATICADO NA GRÉCIA. A BOLA ERA FEITA DE BEXIGA DE BOI E RECHEADA DE AR E AREIA.

O POK TA POK ERA PRATICADO PELOS MAIAS.

NA ITÁLIA, POR VOLTA DE 1500, O CALCCIO FIORENTINO ERA O UM JOGO COM BOLA DE COURO E JOGADO COM OS PÉS.

O PRIMEIRO REGISTRO DE UM JOGO PARECIDO COMO O FUTEBOL DE HOJE VEM DE 1175. MAS NAQUELA ÉPOCA, O JOGO ERA BEM VIOLENTO, E OS JOGADORES SE MACHUCAVAM MUITO. POR CAUSA DISSO, O FUTEBOL PRECISOU DE REGRAS.
POR VOLTA DE 1700, O JOGO COMEÇOU A SE TRANSFORMAR NO QUE HOJE CHAMAMOS DE FUTEBOL.

EM 1863, NA INGLATERRA, FOI REALIZADA A PRIMEIRA PARTIDA DE FUTEBOL COM AS NOVAS REGRAS. 

O JOGO DE FUTEBOL SE ESPALHOU PELO MUNDO!

CHARLES MILLER É CHAMADO O “PAI DO FUTEBOL BRASILEIRO”, PORQUE FOI ELE QUEM TROUXE O ESPORTE PARA O BRASIL, DEPOIS DE VOLTAR DOS SEUS ESTUDOS NA INGLATERRA.
A PRIMEIRA PARTIDA DE FUTEBOL NO BRASIL ACONTECEU EM SÃO PAULO NO ANO DE 1895.
EM 1904, FOI CRIADA A FIFA, QUE É UMA ENTIDADE INTERNACIONAL QUE CONTROLA E ORGANIZA O FUTEBOL NO MUNDO. É ESTA ASSOCIAÇÃO QUE PROMOVE A COPA DO MUNDO DE FUTEBOL, QUE ACONTECE DE QUATRO EM QUATRO ANOS.

A PRIMEIRA COPA DO MUNDO FOI DISPUTADA NO URUGUAI EM 1930.

EM 2014, A COPA DO MUNDO SERÁ REALIZADA AQUI NO BRASIL.

Aqui neste site você encontrará ilustrações de Angelo Abu para a história apresentada:

A Árvore generosa



A Árvore generosa
Do original de Shel Silvertein, Adaptado por Fernando Sabino
Era uma vez uma Árvore que amava um Menino. 
E todos os dias, o Menino vinha e juntava suas folhas. 
E com elas fazia coroas de rei.
 
E com a Árvore, brincava de rei da floresta.
Subia em seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos!
Comia seus frutos. 
E quando ficava cansado, o Menino repousava à sua sombra fresquinha.
O Menino amava a Árvore profundamente. 
E a Árvore era feliz!
Mas o tempo passou e o Menino cresceu! 
Um dia, o Menino veio e a Árvore disse:
 
"Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus
 
galhos, repousar à minha sombra e ser feliz!"
"Estou grande demais para brincar", o Menino 
respondeu. "Quero comprar muitas coisas. Você tem algum dinheiro que possa me oferecer?"
"Sinto muito", disse a Árvore, "eu não tenho dinheiro. 
Mas leve os frutos, Menino. Vá vendê-los na cidade,
 
então terá o dinheiro e você será feliz!"
E assim o Menino subiu pelo tronco, colheu os frutos e 
levou-os embora.
E a Árvore ficou feliz!
Mas o Menino sumiu por muito tempo... 
E a Árvore ficou tristonha outra vez.
Um dia, o Menino veio e a Árvore estremeceu tamanha a 
sua alegria, e disse: "Venha, Menino, venha subir no meu
 
tronco, balançar-se nos meus galhos e ser feliz".
"Estou muito ocupado pra subir em Árvores", disse o menino. 
"Eu quero uma esposa, eu quero ter filhos, pra isso é preciso que eu tenha uma casa. Você tem uma casa pra me oferecer?"
"Eu não tenho casa", a Árvore disse. "Mas corte meus 
galhos, faça a sua casa e seja feliz."
O Menino depressa cortou os galhos da Árvore e levou-os 
embora pra fazer uma casa.
 
E a Árvore ficou feliz!
O Menino ficou longe por um longo, longo tempo, e no 
dia que voltou, a Árvore ficou alegre, de uma alegria tamanha que mal podia falar.
 
"Venha, venha, meu Menino", sussurrou, "Venha brincar!"
"Estou velho para brincar", disse o Menino, "e estou também muito triste." "Eu quero um barco ligeiro que me leve pra bem longe. 
Você tem algum barquinho que possa me oferecer?"
"Corte meu tronco e faça seu barco", a Árvore disse. 
"Viaje pra longe e seja feliz!"
O Menino cortou o tronco, fez um barco e viajou. 
E a Árvore ficou feliz, mas não muito!
Muito tempo depois, o Menino voltou. 
"Desculpe, Menino", a Árvore disse, "não tenho mais nada pra te oferecer. Os frutos já se foram."
"Meus dentes são fracos demais pra frutos", falou o Menino.
"Já se foram os galhos para você balançar", a Árvore disse.
"Já não tenho idade pra me balançar", falou o menino.
"Não tenho mais tronco pra você subir", a Árvore disse. 
"Estou muito cansado e já não sei subir", falou o Menino.
"Eu bem que gostaria de ter qualquer coisa pra lhe 
oferecer", suspirou a Árvore. "Mas nada me resta e eu sou apenas um toco sem graça. Desculpe..."
Já não quero muita coisa", disse o Menino, "só um lugar sossegado onde possa me sentar, pois estou muito cansado."
"Pois bem", respondeu a Árvore, enchendo-se de alegria." 
"Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra sentar e descansar."
 
"Venha, Menino, depressa, sente-se em mim e descanse."
Foi o que o Menino fez. E a Árvore ficou feliz!
A AMIZADE É UM SENTIMENTO QUE SE LEVA PARA SEMPRE...

fábula: O Velho, o Menino e o Burro



O Velho, o Menino e o Burro

Um velho e um menino seguiam pela estrada montados num burro. Pelo caminho, as pessoas com as quais cruzavam diziam:
Que crueldade a desses dois! Querem matar o burro!
O velho, impressionadíssimo com os comentários, mandou o menino descer. Mais adiante, outras pessoas, observando a cena, diziam:
Que velho malvado, refestelado no burro, e o menino, coitado, andando a pé!
O velho, então, desceu do burro e mandou o menino montar. Daí a pouco, outras pessoas, vendo a cena, comentaram:
Onde já se viu coisa igual? Um menino cheio de vida, montado no burro, e o velho a caminhar pela estrada!
Depois dessa, o velho não teve dúvidas. Mandou o menino descer e ambos, com esforço, passaram a carregar o burro.
Está claro que os comentários não se fizeram demorar, e desta vez seguidos de gargalhadas. Evidentemente, todo o mundo estranhava os dois carregarem o burro.
La Fontaine
ATIVIDADE:

1- DESENHE O TEXTO " O velho, o menino e o burro" NOS QUADRINHOS :
Numa estrada, um velho e um menino andam montados num burro

As pessoas que vêem a cena falam:
- Querem matar o burro!

O Velho mandou o menino descer.













As pessoas comentam:
- Que velho malvado!

O velho mandou o menino montar.

E as pessoas criticam:













Eles passam a carregar o burro e as pessoas comentam e riem.

Escreva a mensagem que o texto lhe trouxe.













domingo, 25 de maio de 2014

PRODUÇÃO DE TEXTO

  ESTRUTURA DE ALGUNS GÊNEROS


Todo Texto, Alem do conteudo, apresenta Elementos Estruturais Que o emissor escolhe parágrafo codificar SUA MENSAGEM. Estes Elementos recebem o nomo de superestrutura esquemática, uma quali si Textos repete EM fazer MESMO Tipo.
Exemplos:
A)     Narrativa
_ Personagens principais e secundarias (Características Físicas e Psicológicas);
_ Ambiente Físico e social;
_ Tempo (Marcação)
_ Época;
_ Sequência Lógica de ações;
_ Conflito;
_ Clímax;
_desfecho;
_ Foco Narrativo;
_ Verossimilhança.
B)     MANUAL DE INSTRUÇÕES
_ IDENTIFICAÇÃO;
_ Apresentação;
_ Characteristics;
_ Sequência de Montagem;
_ USO;
_cuidados:
_ Defeitos Possíveis;
_ Assistência Técnica.
C)     RECEITA Culinaria
_ Ingredientes;
_ Modo de Fazer;
_ Ritmo de preparo;
_ Calorias;
_ Rendimento.
D)     TEXTO Científico (OU INFORMATIVO)
_informação Específica;
_ Descrição do Fato;
_ Exemplos ilustrativos;
_ Explicações;
_ Detalhes.
E)      CARTA
_ Locais e dados;
_ Nome da Pessoa Que Vai receber e Saudação;
_ ASSUNTO;
_ Despedida;
_ Nome da Pessoa Que ESTA Escrevendo (remetente)
F)      BULA DE REMEDIO
_ IDENTIFICAÇÃO (nome que Remédio e fazer Laboratório);
_ Apresentação;
_ Composição;
_ Indicações e contra-Indicações;
_ Posologia.
G)     noticia DE JORNAL
_ Manchete;
_ Referência de Origem e / ou Comentário subjetivo (Opinião);
_ Personagem;
_ Ritmo Específico UO situacional;
_ Sequência de Fatos.
H)     DESCRIÇÃO
_ DESCRIÇÃO Técnica (com detalhes e Elementos);
_ DESCRIÇÃO Literária (com Elementos Sensoriais e psicológicos)
I) POESIA
_ Forma: verso, estrofe, rima, ritmo
_ Conteúdo: Assunto, Personagem, ambiente, tempo
I)        QUADRO (TEXTO PLÁSTICO)
_ Combinação de Formas e núcleos
_ Equilíbrio
_ Utilizada Técnica
_ Estilo
Hosana CORREIA

Mascara do Mascote da copa 2014


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quinta-feira, 22 de maio de 2014

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